Mário Vargas Llosa
Colégio Estadual Leonardo Francisco Nogueira – EMNP
A finalidade primeira da página será hospedar todas as manifestações culturais e artísticas do Colégio Estadual Leonardo Francisco Nogueira, das quais serão realizadas espontaneamente; porém, de forma consciente, pelos alunos que aqui frequentam. Contudo, nada impede, que nosso objetivo ultrapasse as fronteiras educacionais a fim de abranger todas as instâncias artísticas de nossa comunidade, região ou nação.
Por conseguinte, iniciamos nossas abordagens culturais e artísticas partindo da abordagem sobre a poesia de Vinícius de Moraes, cujas composições retratam a plenitude dos sentidos, do amor e da vida cotidiana, numa linguagem lírica e envolvente. Além disso, abordamos ainda o folclore brasileiro, fazendo, portanto, um recorte sobre as manifestações folclóricas do Estado do Mato Grosso do Sul, objetivando, dessa maneira, resgatar os costumes, o modo de viver e de sentir das gentes que popularizaram a cultura cotidiana em prol de suas manifestações artísticas.
sábado, 10 de agosto de 2013
VI FEIRA DO LIVRO - VINÍCIUS DE MORAES E FOLCLORE MATO GROSSO DO SUL - CELFN
Mário Vargas Llosa
CANTIGAS DE RODA - VI FEIRA DO LIVRO - VINÍCIUS DE MORAES E FOLCLORE MATO GROSSO DO SUL - CELFN
Cantigas de Roda
A Barata Diz Que Tem
Cantigas Populares
A Barata diz que tem sete saias de filó
É mentira da barata, ela tem é uma só
Ah ra ra, iá ro ró, ela tem é uma só !
A Barata diz que tem um sapato de veludo
É mentira da barata, o pé dela é peludo
Ah ra ra, Iu ru ru, o pé dela é peludo !
A Barata diz que tem uma cama de marfim
É mentira da barata, ela tem é de capim
Ah ra ra, rim rim rim, ela tem é de capim
A Barata diz que tem um anel de formatura
É mentira da barata, ela tem é casca dura
Ah ra ra , iu ru ru, ela tem é casca dura
A Barata diz que tem o cabelo cacheado
É mentira da barata, ela tem coco raspado
Ah ra ra, ia ro ró, ela tem coco raspado.
A PORTA - VI FEIRA DO LIVRO - VINÍCIUS DE MORAES E FOLCLORE MATO GROSSO DO SUL - CELFN
Vinicius de Moraes
Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.
Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão.
Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa...)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.
Eu sou muito inteligente!
Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!
COMISSÃO NACIONAL DE FOLCLORE
CARTA DO FOLCLORE BRASILEIRO
Esta releitura, ditada pelas transformações da sociedade brasileira e pelo progresso das Ciências Humanas e Sociais, teve a participação ampla de estudiosos do folclore, dos diversos pontos do país, e também teve presente as Recomendações da UNESCO sobre Salvaguarda do Folclore, por ocasião da 25° Reunião da Conferência Geral, realizada em Paris, em 1989 e publicada no Boletim n° 13 da Comissão Nacional de Folclore, janeiro / abril de 1993.
O PÉ DE GARRAFA
Diz a lenda que o Pé de Garrafa é um bicho homem, cujo corpo é coberto de pêlos, exceto ao redor do umbigo, que tem a coloração branca, ponto que lhe é vulnerável. Possui um pé no formato de um fundo de garrafa, motivo esse que faz com que se locomova aos pulos, como se fosse um canguru, deixando no chão, um rastro com marca de fundo de garrafa. Solta fortes assobios para comunicar que é dono do território, podendo até hipnotizar aquele que se atreve a encará-lo. A vítima que é pega pelo Pé de Garrafa ou tem sua alma aprisionada em seu pé ou é devorado pelo monstro. As únicas formas de fugir da criatura são atravessando um ponto de água corrente ou acertando o umbigo do monstro.
